9. - Notícias da nossa terra e das nossas gentes  
É vizelense, reside há cerca de 3 anos em Macau e é actualmente Chefe do Grupo de Escuteiros Lusófonos de Macau (GELMac).
Trata-se de Maria Celeste Vaz da Costa, desde muito cedo ligada ao Agrupamento nº 279 de S.Miguel das Caldas de que fazia parte.
Desde 1996 que reside em Macau, onde, juntamente com outros jovens escuteiros expatriados, Patrícia Trigo e André Correia D'Almeida, viria a fundar o Grupo de Escuteiros Lusófonos de Macau (GELMac). No GELMac desempenhou funções de "Aquelá" da Alcateia, vindo a ser eleita Chefe de Agrupamento, em Março / 99.
O GELMac  conta actualmente com cerca de 130 elementos.
Apesar do regresso anunciado de muitos dos seus elementos, por ocasião da transferência de soberania, em 20 de Dezembro de 1999, é de esperar que o GELMac continue a ser uma presença do escutismo lusófono em Macau.
 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Jean Cassagneaux, Secretário Geral do Organismo Mundial do Escutismo, visitou o GELMac,
em Fevereiro / 99.
 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

TESTEMUNHO da "Chefe Celeste", por ocasião do Acampamento de Coloane, em 27.06.98:
 

«Parece que foi ontem, mas já lá vão 22 anos de ininterrupta actividade escutista. Graças ao GELMAC foi-me possível dar continuidade a uma actividade iniciada na infância e que praticamente já me corre no sangue.
É bem verdade o concelho do Mestre: «Escuteiro uma vez, escuteiro para sempre.»
Durante estes 22 anos fiz de tudo um pouco:

- caminheira,
- chefe,
- dirigente,
- “Aquelá” da Alcateia,
- secretária do agrupamento,
- Adjunta do Agrupamento.

E agora em Macau, novamente “Aquelá” da Alcateia, o que muito me apraz. É para mim uma enorme alegria constatar que lobitos a quem pela primeira vez ensinei as máximas do lobito e ajudei a ninar nos acampamentos, são hoje caminheiros, chefes …alguns até chefes de família!
(…e isto não porque seja velha, mas porque felizmente, comecei muito cedo!…)
Não tão cedo, porém, como desejaria, já que, como deverão saber, inicialmente o escutismo era um «movimento para rapazes».
Não havia propriamente escutismo feminino. As raparigas eram aceites apenas depois de completarem 18 anos e a formação que lhes era ministrada destinava-se a torná-las “Aquelás” dos lobitos.
Foi precisa muita persistência, muita vontade de ser escuteira até conseguir uma licença especial do Chefe de Núcleo para poder fazer a Promessa antes dessa idade.
Porém, tive ainda que andar cerca de 1 ano até que isso acontecesse, até conseguir esta farda, de que tanto me orgulho.
Fui ainda “Caminheira” antes de ser “Dirigente” e “Aquelá da Alcateia”. Nem sempre foi um caminho fácil: foi preciso abdicar de outras opções, muitas noites de vegília cuidando do sossego dos lobitos; passar pela austeridade própria dos acampamentos, muitas canseiras, …mas valeu a pena!
Se há coisas de que me orgulhe e que fizeram sentido na minha vida, foi, logo que me foi possível, ter aderido ao escutismo. Posso mesmo dizer que passei lá os momentos mais felizes da minha vida!
Diz o nosso povo que «quem corre por gosto, não cansa» , e assim é: o meu amor pelo escutismo e a minha natural alegria, tudo superaram.
E também eu cresci com os lobitos e escuteiros que ajudei a formar: cresci em solidariedade e amor ao próximo; cresci no respeito pela Natureza e pelo meio ambiente; cresci em humanidade e alegria.
Essa é a escola do Escutismo!
Aos que este ano vão partir, quero aqui deixar o meu testemunho e o meu pedido para que não esmoreçam às primeiras dificuldades; que nas suas comunidades procurem dar continuidade ao ideal escutista que abraçaram em Macau.
Que Deus nos ajude a não deixar morrer a chama; que nos ajude a espalhar generosidade sem esperar outro proveito que a alegria de dar!
Que Deus abençoe o GELMAC!»

“Chefe Celeste”. Acampamento de Coloane, em 27.06.98.
 
 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Celebrando a eucaristia no Acampamento de Hac Sa.
 


 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 

 
 

 
 
 
   
Decorreu de 9 de Junho a 15 de Agosto, no Centro Cultural de Macau, a Exposição "Tesouros de Portugal", subordinada aos temas:
  O evento foi uma organização conjunta do Governo de Macau, Leal Senado de Macau, Cooperativa Árvore, Confraria das Almas do Corpo Santo de Massarelos e da Ourivesaria Gomes (Póvoa de Varzim) e contou com os seguintes apoios:

- ICEP,
- Banco de Portugal,
- Junta Metropolitana do Porto;
- Governo Civil do Porto;
- IAC / Ministério da Cultura;
- Câmara Municipal do Porto;
- Banco Comercial Português, e
- Banco Nacional Ultramarino.

Na sua secção de fotografia fazia parte uma foto a preto e branco, de 1908, da Rua Dr. Abílio Torres (junto à passagem de nível) - Caldas de Vizela, da autoria de Aurélio da Paz dos Reis.
 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

De notar o pavimento de terra batida, o uso generalizado do guarda-sol e o ar domingueiro das fatiotas: Domingo de sol, ou chegada do comboio?
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 

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