Jean Cassagneaux, Secretário Geral do Organismo Mundial do Escutismo,
visitou o GELMac,
em Fevereiro / 99.
TESTEMUNHO da "Chefe
Celeste", por ocasião do Acampamento de Coloane, em 27.06.98:
«Parece
que foi ontem, mas já lá vão 22 anos de ininterrupta
actividade escutista. Graças ao GELMAC foi-me possível dar
continuidade a uma actividade iniciada na infância e que praticamente
já me corre no sangue.
É
bem verdade o concelho do Mestre: «Escuteiro uma vez, escuteiro para
sempre.»
Durante
estes 22 anos fiz de tudo um pouco:
-
caminheira,
-
chefe,
-
dirigente,
-
“Aquelá” da Alcateia,
-
secretária do agrupamento,
-
Adjunta do Agrupamento.
E
agora em Macau, novamente “Aquelá” da Alcateia, o que muito me apraz.
É para mim uma enorme alegria constatar que lobitos a quem pela
primeira vez ensinei as máximas do lobito e ajudei a ninar nos acampamentos,
são hoje caminheiros, chefes …alguns até chefes de família!
(…e
isto não porque seja velha, mas porque felizmente, comecei muito
cedo!…)
Não
tão cedo, porém, como desejaria, já que, como deverão
saber, inicialmente o escutismo era um «movimento para rapazes».
Não
havia propriamente escutismo feminino. As raparigas eram aceites apenas
depois de completarem 18 anos e a formação que lhes era ministrada
destinava-se a torná-las “Aquelás” dos lobitos.
Foi
precisa muita persistência, muita vontade de ser escuteira até
conseguir uma licença especial do Chefe de Núcleo para poder
fazer a Promessa antes dessa idade.
Porém,
tive ainda que andar cerca de 1 ano até que isso acontecesse, até
conseguir esta farda, de que tanto me orgulho.
Fui
ainda “Caminheira” antes de ser “Dirigente” e “Aquelá da Alcateia”.
Nem sempre foi um caminho fácil: foi preciso abdicar de outras opções,
muitas noites de vegília cuidando do sossego dos lobitos; passar
pela austeridade própria dos acampamentos, muitas canseiras, …mas
valeu a pena!
Se
há coisas de que me orgulhe e que fizeram sentido na minha vida,
foi, logo que me foi possível, ter aderido ao escutismo. Posso mesmo
dizer que passei lá os momentos mais felizes da minha vida!
Diz
o nosso povo que «quem corre por gosto, não cansa» ,
e assim é: o meu amor pelo escutismo e a minha natural alegria,
tudo superaram.
E
também eu cresci com os lobitos e escuteiros que ajudei a formar:
cresci em solidariedade e amor ao próximo; cresci no respeito pela
Natureza e pelo meio ambiente; cresci em humanidade e alegria.
Essa
é a escola do Escutismo!
Aos
que este ano vão partir, quero aqui deixar o meu testemunho e o
meu pedido para que não esmoreçam às primeiras dificuldades;
que nas suas comunidades procurem dar continuidade ao ideal escutista que
abraçaram em Macau.
Que
Deus nos ajude a não deixar morrer a chama; que nos ajude a espalhar
generosidade sem esperar outro proveito que a alegria de dar!
Que
Deus abençoe o GELMAC!»
“Chefe Celeste”.
Acampamento de Coloane, em 27.06.98.
Celebrando
a eucaristia no Acampamento de Hac Sa.
- ICEP,
- Banco de Portugal,
- Junta Metropolitana
do Porto;
- Governo Civil
do Porto;
- IAC / Ministério
da Cultura;
- Câmara Municipal
do Porto;
- Banco Comercial
Português, e
- Banco Nacional
Ultramarino.
Na sua secção
de fotografia fazia parte uma foto a preto e branco, de 1908, da Rua Dr.
Abílio Torres (junto à passagem de nível) - Caldas
de Vizela, da autoria de Aurélio da Paz dos Reis.
De notar o pavimento de terra batida, o uso generalizado do guarda-sol
e o ar domingueiro das fatiotas: Domingo de sol, ou chegada do comboio?